Depois do tempo calmaria, quando estava me sentindo bem o suficiente para não me incomodar com a felicidade alheia ou atrapalhar a noite dos amigos comecei a sair...
As primeiras aventuras foram engraçadas e aos poucos comecei a me divertir mais... na primeira saida que dei um menino, que chamarei de Fujão, quase me come com os olhos... bem, na hora eu evitei, mas quando descobri quem era ele e lembrei que ele já tinha me comido com os olhos em outras situações, meu lado cachorro pulguento entrou em ação... o cara não prestava, tipo, era beberrão, mulherengo e etc e tal, mas, prestou atenção em mim... já viu né? Lá vou eu lutar contra o terrível costume de me encantar por quem me nota...
Encontrei com ele meses depois, quando estava bem melhor, inclusive visualmente falando, e ele... ele me tratou como uma parede de concreto... compreendem? Eu e a parede do banheiro tínhamos a mesma importância para ele... nossa, como me senti mal... e nos encontros que se seguiram ele meio que fugia de mim, como se eu fosse uma doença... quando eu saia ele chegava, quando eu chegava ele saia... talvez isso tenha acontecido por ele ter notado que eu era amiga da namorada de um amigo dele e que sacanear comigo não seria muito confortável para ele.... vai saber... depois de um tempo eu até ria com a situação... em alguns momentos ele parecia querer me provocar, passando do meu lado, mas em outros era como se eu pudesse matá-lo ou algo assim... e eu nunca nem tinha escutado a voz dele...foi uma luta me manter bem nessa época, porque, tipo assim, o que fiz para merecer passar por essas coisas?
Em meio a situação com o Fujão, dei uns beijinhos carnatal, do tipo, “beijar e sair”, nada mais que isso... nesses logos anos de confusão com “D”, nunca fiquei com ninguém, mesmo nos momentos em que estávamos meio separados... ele sempre arrumava alguém... eu não tinha cabeça para isso... portanto, esses momentos foram os meus momentos românticos depois de muitos meses sozinha...
“D” ainda me procurava, ainda tentando voltar, ainda tentando me fazer ver que eu não dava chance a ele, que eu tinha culpa dele perder o controle (?) e que precisava me tratar também... eu me sentia confusa em relação ao carinho que sentia por ele... não sabia se era só uma questão de costume ou se ainda gostava dele... ele me encheu tanto o saco que decidi dar outra chance, olha isso... pensei no nosso filho, nas coisas que tínhamos construido juntos, nas nossas famílias que torciam para que a gente se acertasse e me joguei... todos ficaram feliz com a minha decisão, mas eu, nem tanto assim... ele realmente estava mudado, mas eu não conseguia me sentir a vontade... fazia muito esforço para me soltar, para realmente tentar, mas era difícil... acabou que ele aprontou outra, uma grande... o fato em si foi lamentável, mas ele tentar mentir para mim foi pior... ainda dei uma força a ele, como amiga, depois disso... ele ainda achava que eu tinha que tentar, mas dessa vez não... a confusão já tinha sido resolvida em minha cabeça... não queria mais aquilo para mim, não gostava mais dele... o carinho se resumia a carinho de amiga, nada mais... pelo menos a volta serviu para isso... colocou o ponto final definitivo.
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