segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Não tive noticias dele por duas semanas... eu pensava assim: se ele tinha algum interesse verdadeiro em mim ele poderia pegar meu telefone com o amigo que tínhamos em comum.... ao mesmo tempo pensava que da forma como as coisas tinham acontecido não fazia muito sentido ele fazer isso... de qualquer forma, soou o alerta de “Nem entre nessa, garota”... mesmo assim, eu, burra, queria que ele ligasse, queria que ele me quisesse... uma merda eu sou!

Quando o encontrei outra vez, no mesmo bar, ele estava com uns amigos e 2 meninas, que agarravam ele toda hora... ele veio falar comigo e eu falei normal... todo mundo na mesa estava olhando para mim e até me perguntaram se eu estava bem, mas tudo bem... faz parte. Quando encontrei com ele dentro do bar ele falou que aquele era o dia de passear com as amigas, brincou com o fato deu não ter chamado ele para ir ao cinema e eu disse que eu não tinha o telefone dele... trocamos telefones e ele me deu um beijo... eu, burra, beijei de volta.

A noite terminou com ele indo deixar os amigos e as amigas em casa e voltando para me buscar... 4 da manhã... eu, burra, fui com ele.

Depois dessa noite de burrices não teve telefonema, mensagem, nada... foi quando eu tive a certeza que estava indo por um caminho perigoso... minha amiga falando que era normal, que ele ficou sem jeito quando me viu no bar e as meninas começaram a abraçar ele, mas minha intuição não falha... e era meio obvio que era furada, pois quando a pessoa quer, a pessoa quer, a pessoa liga, deixa claro que está interessado... ele não fez nada disso...

Encontrei com ele algumas vezes depois disso, sempre foto, sempre perguntando por mim para as meninas quando elas chegavam antes de mim... em um desses encontros combinamos de sair, ele furou e eu respondi a mensagem dele se desculpando bem abusada... as meninas disseram que fui grossa, mandei uma mensagem brincando, ele não respondeu... pronto, começou o inferno de me sentir uma bosta...

Faço tudo errado, permito que as coisas sejam como são, mas custava me aparecer alguém que me quisesse, que pegasse meu número, que me respondesse uma mensagem?

Minha amiga me pedia calma, para eu deixar as coisas rolarem...ok, já estava me sentindo horrível, desprezada, mas vamos lá, respirar fundo e ver o que acontece...

No meio da semana seguinte ele aparece onde trabalho... ele foi todo fofo, comentou da mensagem que mandei... vai entender... acabei ficando com uma conta dele para pagar e quando paguei mandei uma mensagem, brincando, dizendo que usaria o troco para pagar uma cerveja... ele entendeu como um convite e me respondeu dizendo que não podia porque estava doente... hehe, levo fora até sem querer!

Ele desapareceu outra vez e minha angústia voltou... todo mundo dizendo que eu estava exagerando, que eu precisava dar tempo ao tempo, mas eu sinto as coisas... só não tenho força para parar... por causa do desaparecimento mandei o comprovante da conta por nosso amigo em comum e logo que esse amigo avisou que o negocio estava com ele recebi uma mensagem dele dizendo que queria me encontrar e que estava com saudades... era dia dos namorados... vai entender!

Entrando no Momento Atual

A partir de agora vou relatar o que estou vivendo atualmente... juntem o que já escrevi ao que relatarei a partir daqui e talvez vocês entendam o motivo da minha angústia, o motivo deu achar que tenho um carma sem fim... o quanto só me lasco por ser como sou... será carma, provação ou o quê?

Eis que um dia, estou em um bar que adoro, com uma amiga, quando chega “B”, aquele que não faz meu tipo, da crise de ciúmes e tals, lembram? Veio falar com a gente, chamou o garçom para nos atender... minha amiga logo me olhou com aquela cara e comentou “Esse santo quer reza”... eu fiquei na minha, pois ele não fazia meu tipo mesmo, e fora isso, não fez nada demais, além de ser gentil. Tempinho depois ele volta e senta na mesa... batemos um papo mega animado e descobri que a criatura adora filme de guerra, seriado, igual a mim... bem, vez por outra ele tocava em mim, passava a mão em minha perna... assim... eu olhei para minha amiga com aquela cara e comentei “É, isso foi meio esquisito”...

Minha amiga se empolgou, falou que ele era um cara legal, que tava meio perdido por causa de um fim de namoro complicado – como poderia ser diferente? - mas que antes desse momento perdido era comportadinho e tal. Eu disse um “não, obrigada”, afinal, além de não fazer meu tipo, tinha esse passado e ainda por cima trabalhava com “D”.

Encontrei com ele mais algumas vezes, no mesmo bar, e sempre era legal... a coisa do cachorro pulguento que balança o rabinho quando recebe atenção começou a rondar, mas eu me mantive na minha... encrenca, garota, encrenca! Minha amiga achava que eu devia investir, mas eu não faria isso, primeiro porque nada passou de olhadinhas e toquinhos, e segundo porque seria complicado e ele não fazia meu tipo... nesses encontros percebi que, na verdade, ele fazia bem o meu tipo por um lado... o tipo físico era que não me atraia.

Eu ainda queria beijar o Fujão, mas ainda era parede para ele... incrível isso, e sem sentido. Esqueci até de contar que ele também tinha saido de um relacionamento ruim, traumático...

Eu estava em meu canto, não estava atrás de ninguém específico... por que de tanta gente que poderia ter se aproximado, se aproximou “B”? Por que atraio essas pessoas?

Acabou que nos encontramos no aniversário do namorado da minha amiga, que é amigo dele... nós chegamos mais para lá do que para cá no local da festa, e no final, depois que ele se tocou que o amigo que estava comigo era gay, se aproximou e todo mundo foi embora... lá estávamos só nos dois.... minha cabeça a mil... se eu estivesse sóbria talvez não tivesse rolado, mas não era o caso... ainda falei que seria complicado por causa de “D”, mas, na ânsia de me pegar ele falou que aquilo não era um problema... bem, foi legal, mas não terminou bem... por motivos que não vou comentar aqui ele foi embora com raiva de mim... uma criancice, na verdade.

Nos encontramos no outro dia, em outra festinha para esse amigo comum... ele ficou na dele e eu na minha... na saída ele ainda me deu uma alisadinho, mas o que significava isso? Nada! Minha amiga falou que eu fui fria, mas o que eu devia fazer? Pular em cima dele? Não... ainda mais pela forma que nos despedimos quando ficamos a primeira vez.

Olha onde fui amarrar meu bodinho!

Ato XI

Nesses 2 meses que tentei salvar meu “casamento” duas coisas interessantes aconteceram em uma mesma festa que eu fui com “D”... a primeira foi que o Fujão me viu com ele... não que isso tenha feito o comportamento dele mudar em algum sentido... eu continuei branquinha como uma parede para ele... triste, mas é verdade!! A outra é que encontramos com um cara que trabalhava com ele, que vou chamar de “B”. Eu o conhecia de forma muito superficial e se não me engano já tinha visto ele me dando uma olhadinha tempos antes disso, mas assim, nada a ver... ele tava lá com 2 meninas, inclusive. Pois bem, ele tirou uma brincadeira com “D” e eu ri e complementei a brincadeira... resumindo, “D” teve uma crise de ciúmes do nada e fechou a cara... eu fiquei puta, indignada, disse que aquilo era ridículo e que “B” nem sequer fazia meu tipo... ouras, ciúmes ali ele poderia ter sentido do Fujão, mas de “B”? Absolutamente nada a ver!

Pois bem, depois da separação e de mais um momento calmaria, voltei para a vida social... festinhas e beijinhos carnatal... as vezes me sentia mal pela forma que o Fujão me ignorava, as vezes me sentia sozinha... eu não tenho problema com a solidão, na verdade até gosto de ficar sozinha, ainda mais depois de sair do turbilhão que tinha saído, mas de vez em quando fazia falta ter alguém para fazer companhia, para abraçar, se preocupar... tirando isso eu estava bem, me divertindo, vivendo meus bons momentos, emagrecendo, chamando atenção de algumas pessoas... assim, fico sem jeito quando chego em algum lugar e me notam, mas quando a gente tá se sentindo meio para baixo faz bem... não era como na minha fase guerra, que eu estava muito bem na fita, obrigado, mas estava bom!

Lembro das meninas me dizendo para eu deixar de ser baixo astral, que eu devia aproveitar e me jogar, mas assim, elas estavam vendo mais do que eu...uma coisa é a pessoa olhar, outra é abordar... tirando essa minha fase guerra, não chove homem em minha horta... estou mais para parede que para latinha de cerveja para a homarada, se é que vocês me entendem... ainda mais quando passei a freqüentar mais os ambientes de rock, que me identifico mais... na fase guerra eu ia para show, para boate, era diferente... roqueiro é um bicho difícil!

Ato X

Depois do tempo calmaria, quando estava me sentindo bem o suficiente para não me incomodar com a felicidade alheia ou atrapalhar a noite dos amigos comecei a sair...

As primeiras aventuras foram engraçadas e aos poucos comecei a me divertir mais... na primeira saida que dei um menino, que chamarei de Fujão, quase me come com os olhos... bem, na hora eu evitei, mas quando descobri quem era ele e lembrei que ele já tinha me comido com os olhos em outras situações, meu lado cachorro pulguento entrou em ação... o cara não prestava, tipo, era beberrão, mulherengo e etc e tal, mas, prestou atenção em mim... já viu né? Lá vou eu lutar contra o terrível costume de me encantar por quem me nota...

Encontrei com ele meses depois, quando estava bem melhor, inclusive visualmente falando, e ele... ele me tratou como uma parede de concreto... compreendem? Eu e a parede do banheiro tínhamos a mesma importância para ele... nossa, como me senti mal... e nos encontros que se seguiram ele meio que fugia de mim, como se eu fosse uma doença... quando eu saia ele chegava, quando eu chegava ele saia... talvez isso tenha acontecido por ele ter notado que eu era amiga da namorada de um amigo dele e que sacanear comigo não seria muito confortável para ele.... vai saber... depois de um tempo eu até ria com a situação... em alguns momentos ele parecia querer me provocar, passando do meu lado, mas em outros era como se eu pudesse matá-lo ou algo assim... e eu nunca nem tinha escutado a voz dele...foi uma luta me manter bem nessa época, porque, tipo assim, o que fiz para merecer passar por essas coisas?

Em meio a situação com o Fujão, dei uns beijinhos carnatal, do tipo, “beijar e sair”, nada mais que isso... nesses logos anos de confusão com “D”, nunca fiquei com ninguém, mesmo nos momentos em que estávamos meio separados... ele sempre arrumava alguém... eu não tinha cabeça para isso... portanto, esses momentos foram os meus momentos românticos depois de muitos meses sozinha...

“D” ainda me procurava, ainda tentando voltar, ainda tentando me fazer ver que eu não dava chance a ele, que eu tinha culpa dele perder o controle (?) e que precisava me tratar também... eu me sentia confusa em relação ao carinho que sentia por ele... não sabia se era só uma questão de costume ou se ainda gostava dele... ele me encheu tanto o saco que decidi dar outra chance, olha isso... pensei no nosso filho, nas coisas que tínhamos construido juntos, nas nossas famílias que torciam para que a gente se acertasse e me joguei... todos ficaram feliz com a minha decisão, mas eu, nem tanto assim... ele realmente estava mudado, mas eu não conseguia me sentir a vontade... fazia muito esforço para me soltar, para realmente tentar, mas era difícil... acabou que ele aprontou outra, uma grande... o fato em si foi lamentável, mas ele tentar mentir para mim foi pior... ainda dei uma força a ele, como amiga, depois disso... ele ainda achava que eu tinha que tentar, mas dessa vez não... a confusão já tinha sido resolvida em minha cabeça... não queria mais aquilo para mim, não gostava mais dele... o carinho se resumia a carinho de amiga, nada mais... pelo menos a volta serviu para isso... colocou o ponto final definitivo.

Ato IX

Depois da minha separação passei um tempo em casa... é algo que preciso... antes desses momentos que relatei, de farras, sempre tinham os momentos calmaria... comigo funciona assim, não saio de casa para me divertir para forçar uma barra, isso não me faz bem... preciso de um momento para aceitar as coisas, me sentir mais forte, me colocar direito na situação que estou vivendo... não gosto de me enganar, gosto de encarar o problema de frente, deixar bem claro para mim mesma a realidade que estou vivendo... dói um bocado, mas é melhor assim... sou sincera com os outros, então, sou sincera comigo mesma... a minha dificuldade de lidar com situações “gosto, mas não quero tanto assim” vem justo do fato de não fazer sentido... quando faz sentido, mesmo doendo, lido melhor... odeio mentira, odeio me sentir enganada, odeio me enganar e que me enganem, porque não preciso disso... eu sei lidar com a verdade, por mais dura que ela seja... vez por outra preciso de um tempo calmaria para organizar as idéias... dessa forma não fica trauma, não fica confusão na cabeça... não adianta sair, se passar, se a coisa toda está mal resolvida dentro da gente... resolver ou, pelo menos, se situar e entender o que se passa antes de se lançar no mundo funciona bem para mim... hoje, por tudo que passei, tenho pé atrás com algumas coisas, me sinto muito mais desconfiada quando palavras não condizem com atitudes, mas não tenho medo de abrir meu coração, não evito situações ou pessoas, porque sei que por mais que eu tenha cuidado e fique escolhendo as coisas podem terminar mal, então, não deixarei de arriscar.

Evitar, eu evito gente casada, bandido, esse tipo de gente... gente bacana não, pois nessa de evitar a gente pode perder alguém importante... eu perdi “R”... não sei se daria certo, se iríamos namorar, mas eu perdi a chance de tentar... não tenho medo de fracassar, de sofrer novamente, pois tudo passa e sempre fica algum aprendizado...

Falando em “R”, ele me procurou quando eu já estava namorando com “D”... nesse dia, inclusive, “D” tinha aprontado uma e estava viajando... senti vontade de ficar com “R”... conversamos a noite toda, mas eu resisti... sou fiel, ainda tem essa... foi a ultima vez que nos vimos... ele casou com a menina que ele ficou naquele carnatal de 2002...

O primo do meu vizinho, "A", também casou... está feliz, tem dois filhos... vez por outra nos encontramos... feliz por ele...

O amorzinho do colégio também casou... não tenho contato com ele.

Não vi mais Fábio depois do telefonema que ele me contou que era casado.


Ato VIII

Não costumo me arrepender do que faço, mas se desse relacionamento não tivesse surgido a coisa mais importante que tenho na vida, que é meu filho, diria agora que foi uma das piores decisões que tomei na vida.

A minha história com “D” renderia muitas folhas, mas vou apenas resumir que foi difícil. Foram 5 anos de um relacionamento que quase me destruiu... me deu meu filho lindo que amo, mas me deixou marcas profundas... foram os 5 anos mais difíceis da minha vida... não tudo por culpa dele, mas ele contribuiu e muito para o estado que cheguei. Passando muito por cima vou contar que fui demitida e acabei mudando de área de atuação profissional, que tive uma depressão por um conjunto de fatores, que sofri agressões verbais e físicas, me senti podada e resumida a nada... um alguém triste, que desaprendeu a sorrir...

Quando finalmente nos separamos começou uma fase um pouco menos difícil, mas ainda muito dolorosa... não pela separação, pois isso só me proporcionou alívio, mas pelo fato de que eu tinha muito o que recuperar... as feridas nunca fechariam por completo, mas eu precisava, pelo menos, voltar a sorrir, voltar a ser eu mesma... não exatamente a mesma de antes, mas eu precisava da minha força para não perder meu filho, por exemplo... foi uma batalha grande, mas posso dizer que consegui... não sem ajuda, é claro.

Sabe, costumo dizer que não sou para esse mundo, e as vezes acho que não sou, de verdade... tenho milhões de defeitos, mas tenho algumas características que me fazem diferente, e as pessoas não sabem lidar com isso direito... sem querer elas passam por cima de mim, dos meu sentimentos... sem querer, pela minha natureza, permito que as pessoas façam isso comigo.

Sou compreensiva demais, flexível demais, paciente demais.... as pessoas não sabem lidar com isso... na verdade, no fundo, não dão muito valor... já pensei mil vezes que não posso seguir sendo assim, mas não consigo mudar... são características da minha personalidade... observo as pessoas, tento entender porque agem de um jeito ou de outro... isso não é burrice ou fraqueza, mas sei que acaba sendo visto assim pelas pessoas... uma pena... ou não... vai ver elas estão certas e eu preciso mesmo me forçar a ser diferente, ou melhor, me forçar a ser normal, como a maioria das pessoas, pois acabo deixando meu amor próprio lá atrás... levo em consideração os problemas dos outros, mas ninguém leva os meus em consideração... é difícil coordenar minhas características com meu amor próprio e, querendo ou não, é necessário se colocar em primeiro lugar... isso não é ruim.

Não tenho raiva de “D”, mesmo diante de tudo que passei e de todas as coisas que ele me fala, quando está com raiva, até hoje... são palavras para me atingir, me diminuir, mas eu continuo tentando entendê-lo, relevar as coisas que ele fala... estenderei a minha mão para ele sempre que ele precisar, porque sou assim... quero muito, do fundo do coração, que ele seja feliz, que ele se trate para que consiga ter uma vida mais feliz, porque ele não é uma má pessoa e sei que ele sofre...

Ato VII

Depois de uns meses de angustia profunda sacodi a poeira e voltei para a fase "pegando todos", e até que vivi bons momentos... acabei encontrando “R”... que era meu vizinho e eu não sabia... que tinha namorado por longos anos com a filha de uma amiga da minha mãe... tava querendo ficar solteiro por um tempo... de todas as pessoas que encontrei nessa fase maluca ele foi o mais especial... não namorávamos, mas ele me tratava como uma princesa... mandava mensagem, víamos filmes juntos... ele era tão fofo... ele ficou confuso porque estava se apegando, mas eu, mesmo gostando de viver aquilo, estava meio traumatizada com homem com passado romântico complicado... e se eu embarcasse na de entender o que ele estava vivendo e me apegasse, como seria? Não deu e acabei sendo fria com ele... disse que ele só estava se sentindo confuso porque a gente estava se vendo muito e tal... ele saiu da minha casa todo triste... era véspera do carnatal 2002 e ele iria pular com os amigos... no primeiro dia o vi de longe com uma menina...

Nesse carnatal me diverti horrores, beijei horrores e fiquei outra vez com “D”... foi horrível, pensava em “R”, me sentia mal por me submeter aquilo outra vez... ainda passei uma raiva quando soube que “D” tinha dado em cima da irmã de uma amiga e dito que eu era uma sina na vida dele... mereço isso? Bem, liguei para ele, esculhambei e finalmente decidi que não dava mais... guardei meu sentimento lá no fundo e botei fim naquilo.

>P>

Depois desse carnatal encontrei “R” passeando na praia com a menina que ele estava no bloco... entrei em desespero, me arrependi de ter dito o que disse para ele, mas era tarde demais... pelo menos o sofrimento era por alguém diferente dessa vez.

Segui minha vida na guerra e fiquei com mais um monte de gente, inclusive um amigo de “D” que tentava ficar comigo há meses... comecei a viver um momento mais tranqüilo, sem sofrer calada, me divertindo de verdade.

No carnaval de 2003 fui para uma cidade do interior do Estado, e Deus, foi muito bom... um dos meninos que eu ficava estava na mesma casa que eu, mas ele estava na fase solteiro pegador, claro... bem, tudo certo... dei uns beijinhos e só fiquei meio assim porque outro menino que estava na casa começou a pegar no meu pé e atrapalhou o lance... acabei ficando com ele no final e foi legal... ele também era um amor!

Depois de 2 anos, durante o carnaval, eu consegui sair a primeira vez sem celular... eu sempre levava ele comigo para o caso de “D” ligar... ele estava em Olinda e ligou todos os dias para mim... não falei com ele nenhuma vez... no fim do carnaval eu chorei, de felicidade... eu estava feliz, de verdade... ainda gostava de “D”, mas estava bem, o fato dele ligar não me afetou, me diverti muito...

Uma certa noite estava esperando 3 telefonemas e não recebi nenhum... quem acabou me ligando? “D”. Me chamando para sair, para ir a uma festa com ele... isso era algo inédito... sempre nos encontrávamos nos lugares ou ele ligava para mim de madrugada... ele queria sair junto comigo? Era muito confuso para minha cabeça, mas acabei aceitando... nessa noite ele me falou que gostava de mim, que fugia de mim e me evitava porque eu era especial e tinha medo de se apegar e sofrer outra vez, mas que tinha pensado bem nos últimos meses e queria tentar... na mesma hora pensei: “Estou bem, vivendo minha vida, me divertindo... quero isso mesmo para mim?”, mas acabei pensando também nos 2 anos que passei sofrendo por ele... agora que ele queria eu deveria dizer não e não tentar?